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terça-feira, 6 de agosto de 2013

A semente que veio da África

Reprodução
O livro de literatura infantil "A Semente que Veio da África" parte de uma idéia muito original. Ele reúne três lendas sobre o baobá, advindas da Costa do Marfim, de Moçambique e da França.
O baobá é uma árvore que pode viver até seis mil anos. Além da longa vida, esta árvore se caracteriza pela abundância e pela generosidade. Suas sementes são castanhas comestíveis, que também são usadas para se fazer um tipo de bebida semelhante ao café. Com o óleo da castanha se faz sabão. A polpa de suas frutas tem vitamina C.
Ela também dá flores e uma sombra deliciosa. E quando morre, o baobá desaba sobre si mesmo, deixando uma montanha de fibras das quais se fazem cordas, tecidos, fios de instrumentos musicais e cestos.
A obra foi escrita a várias mãos e reúne um mito de origem, uma lenda e uma narrativa de Heloisa Pires Lima. Estas três abordagens poéticas dão uma dimensão da importância dessa árvore, não apenas na paisagem africana, mas também no imaginário de seu povo. Os textos vêm acompanhados de depoimentos pessoais dos autores, rememorando aspectos da infância e do convívio com o baobá.
Além disso, o leitor encontra uma série de fotografias desta árvore enorme e tão significativa para os africanos.
"A Semente que veio da África" é um livro que exala a força da natureza com muita beleza poética. É uma ótima opção para ser trabalhada em sala de aula, tanto na área de ciências como por professores de português e de história.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Uma ideia toda azul

Marina Colasanti escreve sobre fadas, reis, unicórnios, cisnes e princesas, pois, para a autora, é importante resgatar os contos de fadas nesse mundo de tecnologia avançada. São dez contos que nos falam do vento que traz notícias do mundo para o rei; da donzela que borda seu mundo particular; da princesa que desconhece que toda beleza precisa ser livre; de um unicórnio e sua paixão; da primeira e única idéia de um rei; da corça aprisionada; do eterno fiar de duas irmãs; da princesa e seu único amigo, seu próprio reflexo; de amores impossíveis e do rei que só queria ouvir boas notícias. Não são histórias para rir, apenas tocam os pontos mais sensíveis, às vezes até provocando algumas lágrimas – de compreensão, de solidariedade, de prazer em ler....

domingo, 21 de outubro de 2012

As Cidades Invisíveis

O viajante veneziano Marco Polo descreve para o imperador Kublai Khan as cidades que visitara. O desejo de Khan é montar o império perfeito a partir dos relatos que ouve. São lugares imaginários, sempre com nome de mulher Pentesiléia, Cecília, Leônia. Os relatos curtos são agrupados por blocos: as cidades e a memória, as cidades delgadas, as cidades e as trocas, as cidades e os mortos, as cidades e o céu.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Contando Causos


Rolando Boldrin, o mais querido e consagrado contador de "causos" do Brasil, reuniu neste volume mais de 70 divertidas histórias retratando o rico universo do interior do país. Neste volume estão presentes representantes engraçadíssimos de nossa gente, como o caipira esperto, o padre da roça, o bêbado e o moleque safado. Rolando Boldrin é cantor, músico e ator, e ficou conhecido do grande público como o apresentador do Som Brasil, o antigo programa da Rede Globo que revelou muitos nomes da nossa cultura de raiz.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Um espinho de Marfim e outras historias.


Os leitores acostumados, desde a infância, ao convívio com lendas e histórias fantásticas, situadas em castelos e mundos habitados por reis e princesas, leões e pombos, serpentes, príncipes e unicórnios irão rever, nos textos de Marina Colasanti, o mágico faz-de-conta dessas lembranças. E como o gostar, quase sempre, deriva do conhecimento, irão percorrer o velho e o novo guiados por um olhar que incide, epifunicamente, no feminino. Princesa, rosa, sereia; tecelã, rainha, prostituta; aldeã, esposa, mãe ou amante, a mulher é o centro de uma cosmogonia. Os papéis que desempenha e os espaços sociais que ocupa, revelam uma visão quase essencialista do gênero. Retratando "cenas da vida privada", a autora trata questões substantivas, como o amor e a morte, o preconceito, o desafio, a competência, a maternidade.